sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


Cala um sopro forte,
Apaga a chama
Grita a morte.
Por quem ama
Sobre a sorte,
Pinta a ferida
E nasce a vida.
Oh! Fogo desta morte!
Tu que queimas o meu peito
Com o sangue do teu corte
Entre o Nada e o Perfeito.
Cessa a minha dor,
Perpetua esse feito.
Mata o meu amor
Mas encosta-me ao seu leito...
Arrepias carne e alma,
Eriças-me o pecado.
Suplico! Dá-me a calma
Do meu fim, do meu Fado.

João Rio

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